segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ACIDENTE - Aluno é atropelado por moto esta manhã em Senador Pompeu

Aluno é atropelado por moto esta manhã em Senador Pompeu



Nesta manhã, por volta de seis e meia desta segunda-feira, um aluno de 9 anos de idade, do Colégio Municipal Moreira Campos foi atropelado por uma moto guiada por outro aluno de outro colégio, na avenida Francisco França Cambraia, em frente ao Detran de Senador Pompeu, sendo jogado a alguns metros. Inconsciente, foi levado ao hospital local para o atendimento de urgência.

No momento do acidente, foi feito os primeiros atendimentos por um enfermeira, porém sem médico no local, foi solicitado uma remoção urgente para a capital Fortaleza, pelo estado em que se encontrava e por falta de estrutura do hospital local. 

O que chamou a atenção foi o fato de não haver ambulância disponível até nove horas da manhã, quando veio chegar o veículo, o mesmo não funcionava por falta de manutenção e reparos, causando revolta aos familiares e amigos que ali encontravam-se em estado de choque.

As nove e meia da manhã, foi conseguido um carro da Secretaria de Educação Municipal para remoção da criança até Fortaleza, ainda inconsciente e o veículo sem os devidos itens de segurança e primeiro socorros para um caso de urgência. Na mesma ocasião, o que chamou ainda mais a atenção da população que ali encontravas-se foi outros pacientes, como exemplo uma gestante, sendo deslocada dentro de um veículo de passeio Fiat Uno para parir em Quixadá, ao Hospital Jesus Maria José.

Até o momento do fechamento desta matéria entramos em contato com a Prefeitura Municipal de Senador Pompeu, por telefone, porém preferiram não se pronunciarem sobre o caso.

Descaso não é único

Ainda neste mês de fevereiro, uma adolescente de 17 anos, sofreu um acidente doméstico, tendo parte do corpo queimado e ao ser levada para o mesmo hospital, não havia ambulância disponível, sendo necessária solicitar um veículo de Milhã, que só chegou cerca de 2 horas depois e quando a mesma foi levada para Fortaleza para o atendimento, chegou a óbito.

Dispensa de licitação de aquisição de peças automotivas destinadas à frota de veículos da Prefeitura de Senador Pompeu custou R$ 300 mil

Outro fato que chamou a atenção foi a dispensa de 
aquisição de peças automotivas destinadas à frota de veículos da Prefeitura de Senador Pompeu que custou R$ 300 mil, feita pelo Prefeito Interino Ibervan Ramos, conforme matéria do Portal de Notícias da Globo G1 no dia 06 de outubro de 2011, se foi feita a dispensa de licitação porque os veículos municipais encontram-se em tal estado, pergunta a população deste município e conforme denúncia feita anteriormente por nosso site conforme abaixo e o próprio Diário Oficial do Estado do Ceará.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

STF concede liberdade ao Prefeito afastado de Senador Pompeu

O Supremo Tribunal de Justiça – STF, por decisão do Ministro Gilmar Mendes concedeu habeas corpus ao prefeito afastado do município de Senador Pompeu, Antônio Teixeira de Oliveira (PT), ele estava preso desde junho de 2011 acusado de vários crimes contra a administração pública. O vice-prefeito Luís Flávio Mendes também tinha sido preso, mas recentemente havia ganhado liberdade, ao chegar em Senador o vice foi recebido com muita festa.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Prefeito interino é alvo de suspeitas

Grupo ligado ao prefeito afastado Antônio Teixeira aponta irregularidades na gestão do prefeito interino, José Ibervan, que assumiu o cargo no fim de junho do ano passado

Enquanto o prefeito eleito de Senador Pompeu, Antônio Teixeira (PT), continua preso, acusado de fraude em licitações, o prefeito interino do Município, José Ibervan Fernandes Ramos (PSDB), também vem sendo alvo de denúncias. O presidente interino da Câmara Municipal de Senador Pompeu, Chico Pinheiro (PT), aponta que o atual chefe do Executivo tem efetivado contratos sem licitação desde o fim de junho, quando assumiu a gestão.

Além disso, Pinheiro denuncia disparidades nos valores de contratos firmados no segundo semestre de 2011, se comparados com os custos do primeiro semestre. A denúncia é ratificada pelo vereador Antônio Mendes (PT), irmão do vice-prefeito Luiz Mendes, que também está afastado.

“O que nos deixou de cabelo em pé foi a questão das diferenças do que o prefeito afastado gastava e do que esse prefeito está gastando durante esses seis meses”, disse o vereador Antônio Mendes. Só de assessoria jurídica, o prefeito afastado teria gastado em seis meses, de janeiro até junho, R$ 27,8 mil, enquanto o prefeito interino, de julho a dezembro, teria gastado R$ 191 mil.

Em limpeza pública, o prefeito afastado teria gastado R$ 72,6 mil por mês e o interino, R$ 138 mil mensais. “Outro caso é a questão do combustível. O prefeito afastado gastou de janeiro a junho R$ 99 mil e (o abastecimento) era (por meio de) cartão, com chip e controle de transparência. O interino gastou R$ 270 mil de julho a dezembro”, criticou Antônio Mendes.

Eles denunciam também que a folha de pagamento aumentou 30%, desrespeitando a lei de responsabilidade fiscal. Outro contrato que gerou estranheza, conforme Antônio Mendes, foi a compra de material de construção no valor R$ 1,5 milhão em uma empresa cujo proprietário é filho de aliados políticos. O presidente da Câmara afirma que o gasto não foi do valor total, por causa das denúncias. As denúncias já foram protocoladas no Ministério Público Estadual, através da Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e no Ministério Público local. “Já notificamos (o prefeito interino) para que ele pudesse explicar. A gente espera que (as denúncias) sejam apuradas com agilidade”, disse Pinheiro.

Fonte: 
http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2012/02/15/noticiasjornalpolitica,2784399/prefeito-interino-e-alvo-de-suspeitas.shtml

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Alunos sem aula por falta de merenda escolar

Diferente da realidade do sistema de ensino público de Senador Pompeu a 1 ano atrás, o município de Senador Pompeu hoje vive um verdadeiro caos e abandono.

Nesta manhã, os alunos das de algumas escolas públicas deste município tiveram suas aulas suspensas por falta de merenda escolar, realidade vivida dois dias após os professores presenciarem o Encerramento da Semana Pedagógico em que aqueles que se destacaram foram contemplados com Prêmios.

Tal realidade, é bem oposta do que este município viveu a 1 anos atrás na gestão do Prefeito Teixeira, onde Senador Pompeu, em Dezembro de 2010 recebeu das mãos do Presidente Lula o prêmio "Gestor Eficiente da Merenda Escolar", tornando-se referência em todo o estado.

Como se já não bastasse a atual merenda escolar ter sido reduzida um mel de abelha por aluno, caso que tem deixado muitos alunos revoltados, hoje pela manhã, nem sequer isso está mais sendo distribuída as escolas, causando uma suspensão nas aulas.

Em contato com a Secretaria de Educação, fomos informados que tal situação será solucionada em breve.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Para MPE, ameaça de morte nunca existiu




Parecer do MPE indica que a suposta ameaça do vice-prefeito contra a presidente do PSDB municipal não existiu. Prefeito continua preso

Os ânimos prometem se acirrar ainda mais no município de Senador Pompeu nos próximos dias. No último dia 31 de janeiro, o Ministério Público Estadual (MPE) emitiu parecer onde conclui que não houve ameaça de morte por parte do vice-prefeito afastado, Luiz Flávio Mendes de Carvalho, contra a presidente do PSDB no município, Lúcia Aquino.

No último mês de outubro, Lúcia registrou boletim de ocorrência afirmando que teria recebido “um recado de um rapaz” informando que o vice-prefeito afastado teria R$ 5 milhões para “acabar” com ela, por ter denunciado a corrupção no Município. No entanto, depois de ouvir os envolvidos na denúncia, o MPE constatou que, na verdade, Lúcia entendeu como ameaça o que era apenas uma opinião.

Conforme o parecer, o rapaz foi notificado e prestou esclarecimentos. Disse ao Ministério Público que nunca ouviu qualquer ameaça de morte contra Lúcia, nem recebeu recado algum, apenas achava que o vice-prefeito tinha esse dinheiro para gastar na política. Consta no documento que o órgão chegou a solicitar a inclusão de Lúcia no Programa de Assistência a Vítimas e Testemunhas, mas ela recusou.

Segundo o parecer, assinado pela promotora Candice Lucena Dutra de Almeida, “o que vem ocorrendo prematuramente no município de Senador Pompeu são articulações políticas com objetivos eleitoreiros, visando as candidaturas para as eleições municipais do corrente ano”. 

Prejuízo

De acordo com Luiz Flávio Mendes de Carvalho, a denúncia feita por Lúcia atrasou em quase dois meses a liberação do seu habeas corpus, que só saiu no dia 22 de novembro. “Quando ia ser julgado o habeas corpus saiu matéria num jornal de que eu havia feito ameaça de morte”, reclamou. Segundo ele, o inquérito policial já sugeriu ao MPE o arquivamento da denúncia.

Ainda assim, o MPE resolveu investigar e concedeu o parecer. “Tudo era uma farsa para prejudicar a minha liberdade”, denuncia Carvalho. Segundo ele, neste momento, os advogados estão trabalhando na argumentação para pedir novamente a soltura do prefeito, já que o prazo para o início da ação penal se excedeu.

Procurada pelo O POVO, Lúcia sustenta que foi ameaçada. “A pessoa que veio na minha casa veio me dizer que tinha um recado do vice-prefeito que existia R$ 5 milhões pra acabar comigo”. Ela explica ainda que se negou a entrar no programa de proteção, porque não quis ficar longe da família e dos amigos. “Eu tinha que ficar totalmente sem a minha identidade, sob a proteção do Estado, sem contato com minha família e com os amigos. Essa proteção não estava atingindo meu objetivo”.

Entenda o caso 

Prisão

O escândalo de corrupção em Senador Pompeu veio à tona em junho de 2011, quando o Ministério Público Estadual apontou que o prefeito Antônio Teixeira, o vice Luiz Mendes de Carvalho (ambos do PT) e outras 29 pessoas realizaram lavagem de dinheiro, desvio de verba pública e crime de peculato. Até hoje o prefeito continua preso.


Lucinthya Gomeslucinthya@opovo.com.br

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Prefeito Interino de Senador Pompeu aumenta custo de Folha de Pagamento no segundo semestre de 2011 em quase 30%, mesmo com demissões para redução de custos

Depois do afastamento do Prefeito de Senador Pompeu em junho de 2011 para investigações sobre irregularidades, o presidente da Câmara Municipal de Senador Pompeu, Ibervan Fernandes (PSDB), assumiu interinamente em 23 de junho a Prefeitura. Com 26,5 mil habitantes, o município possui Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 108 milhões, segundo dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Quando estava a pouco mais de quatro meses no cargo, o prefeito interino, pediu dispensa de licitação no valor de R$ 3.687.273,9 para gastos no município. Os pedidos das aquisições foram emitidos em 29 de julho e publicados no Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE) em 1º de agosto deste ano, 36 dias após Ibervan assumir a Prefeitura, alegando que o município encontrava-se em estado de calamidade. 

Ao assumir a Prefeitura, o Prefeito Interino reestruturou seu governo, com inúmeras demissões ao longo do segundo semestre, justificando em um programa de rádio local, haver uma necessidade de tais, pois a folha de pagamento daquele município encontrava-se extrapolada e o município em estado de calamidade, tanto dispensando as licitações como efetuando as demissões. 

Em contraposto a tal situação, segundo o site do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará, verificou-se que tal Governo Interino de Senador Pompeu mesmo com as demissões durante o segundo semestre de 2011 aumentou a Folha de Pagamento em quase 30%, segundo informações do próprio site do TCM, tais despesas no primeiro semestre, que era de R$ 1.451.097,96, no segundo semestre passaram para R$ 3.450.057,61, ou seja, gastou-se só no Governo do Prefeito Interino R$ 1.998.959,61, quase 2 milhões de reais com a Folha de Pagamento mesmo com tantas demissões.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Carta de Ano Novo do Prefeito Antônio Teixeira


Senador Pompeu, 30 de dezembro de 2011

Queridos amigos e amigas,

Este ano, 2011, trouxe-nos tormentosas dores. De uma hora para outra fomos brutalmente arrebatados do seio de nossas famílias e encarcerados por tempo, estranhamente, indeterminado, no qual já aguardamos há seis meses. A dor que traspassou o nosso peito é, inversamente, a fonte da alegria dos nossos inimigos, pois não sabem caminhar pela estrada da democracia e, por isso, necessitam de meios tiranos para a conquista de seus mesquinhos interesses.

É inacreditável!!! Mas fomos submetidos a uma ditadura em pleno regime democrático, onde as garantias mais sagradas da ordem constitucional foram preteridas. E o mais intrigante: tudo em nome do interesse público! Sob o disfarce de proteção ao patrimônio público, o governo do nosso município foi entregue às pessoas mais repudiadas da sociedade senadorense, os quais  haviam sido expulsos pelo voto da maioria da população nas eleições municipais de 2004 e 2008.

Tudo isso nos demonstra que os nossos adversários não mudaram a antiga prática política com a qual se mantiveram no poder e mediante a qual condenaram nosso município ao atraso por muitas décadas. Infelizes por terem sido rejeitados nas duas última eleições municipais (2004 e 2008),  e, conscientes da atual rejeição de seus futuros candidatos para as eleições de 2012, investiram tudo para exterminarem a minha imagem política e a imagem do companheiro Luizinho, como se a nossa prisão fosse suficiente para produzir o esquecimento das muitas benfeitorias que fizemos em nosso Município.

Como fazer o povo esquecer o prédio da nossa Prefeitura; a Policlínica; o Centro de Feiras e Eventos (Novo Mercado); a Praça da Juventude; os milhares de metros de calçamento; os sistemas de abastecimento d´água de tantas comunidades; as muitas passagens molhadas; os muitos açudes; as muitas cisternas; os muitos postos de saúde; as centenas de banheiros e cisternas construídos nas comunidades? Como esquecer o novo galpão da fábrica, o desenvolvimento estrondoso do comércio e os muitos empregos gerados? Como fazer esquecer a nova escola do Sítio Açudinho que substituiu a casa de taipa onde as crianças estudavam? Como esquecer o salário dos professores que ganhavam menos de seiscentos reais em dezembro de 2004 e ultrapassaram o valor de dois mil reais na nossa administração? Como conseguirão vocês professores esquecerem os festejados abonos dados em nosso governo?

Saibam os nossos adversários que nem mesmo mil anos de prisão seriam suficientes para apagar da memória do nosso povo tudo que fizemos em apenas seis anos de governo. Mesmo que os atuais gestores tenham quebrado os meus retratos nas repartições públicos para ocultarem a minha face dos olhos do meu povo; mesmo que a rádio do desrespeito profira todas as calúnias, difamações e injúrias; mesmo que a imprensa manipulada  espalhe todas as mentiras contra mim, nem, assim, será possível, pois a verdade é eterna!

Estou preso, queridos amigos, mas meu espírito se alegra em plena liberdade, pela graça do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e louvo ao senhor Nosso Deus por tudo que me foi possível fazer de melhor pelo nosso Município, porque nada construiremos de bom se não nos for concedido pelo senhor.

Nestes dias que todas as famílias estarão reunidas, não se esqueçam de louvar ao Deus Vivo que criou todas as coisas, e, em nome de Jesus, peçam a sabedoria que necessitamos para o novo ano que nascerá.

Os meus inimigos me castraram o direito de andar nas ruas e comunidades de nossa terra, trancando-me no cárcere. Mas o Senhor Jesus, em sua infinita misericórdia, tornou-se minha companhia e não permitiu que a tristeza dominasse o meu coração; um novo canto foi posto em minha boca; um canto de louvor ao Deus Todo Poderoso. E quando o ódio quis entrar em meu coração, era tarde, pois o amor do Altíssimo já havia ocupado todos os lugares, até os mais recônditos.

Pela primeira vez na minha vida, não passarei com vocês esta data de final de ano. Somente a prisão me impossibilitou esta alegria. Mas Cristo está comigo e o meu sono será abençoado. Orarei por nossa terra e pelo nosso povo.  (“Enquanto os príncipes se conluiavam e falavam contra mim, o teu servo meditava nos teus estatutos.” Sl 119, v.23).

Desejo-lhes toda a paz e o amor em Cristo, o que faz novas todas as coisas (Ap, 21. 5).

Feliz ano novo!

ANTONIO TEIXEIRA

Justiça igualitária - suposições do Ministério Público mantém Prefeito de Senador Pompeu preso a 6 meses enquanto Prefeito de Pacajus preso a menos de 15 dias será solto a qualquer momento

Após seis meses de prisão, o prefeito afastado de Senador Pompeu, Antônio Teixeira (PT), continua sendo investigado e sem previsão de liberdade. Segundo o promotor de Justiça Eloilson Landim, em entrevista dada ao Jornal O POVO, neste dia (30), o membro da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap) e do Ministério Público do Estado do Ceará entende que a privação de liberdade do prefeito se justifica para garantir a proteção ao patrimônio público e evitar novos crimes.

“Ele estando no cargo ou solto pode influenciar na Administração. Quando o vice-prefeito foi solto, ele voltou (ao município) e fez uma carreata, foi recebido como um herói. Isso não pode acontecer”, afirmou ao O POVO. O promotor argumentou que essa é uma orientação a todos os gestores públicos que são presos por crimes administrativos. “A sociedade brasileira tem que cobrar uma distribuição de justiça igualitária. Se fosse um cidadão que disparasse um tiro num banco, (...) todo o aparato do Estado se voltaria para atender à necessidade de defender o patrimônio público”, disse. “Você não tem escola de civismo melhor do que a Justiça para todos”, completou.

CONTROVÉRSIA

Porém em total controvérsia a tal situação, o prefeito afastado do município de Pacajus, Pedro José (PSDB), deve ser solto até o final desta sexta-feira (30), como consta em matéria no Jornal Ceará Agora, às vésperas da virada do ano novo. A decisão foi tomada pelo desembargador plantonista Cléccio Aguiar de Magalhães, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

A solicitação foi aceita pelo desembargador de plantão, após pedido de liberdade provisória. O período de liberdade é por tempo indeterminado. De acordo com moradores do município, houve queima de fogos nas proximidades da entrada do município e no Centro.

No último dia 21, a Câmara Municipal havia aprovado o seu afastamento, além de ter solicitado o pedido de impeachment.

No último 15 de dezembro, o prefeito, seus familiares e secretários do município foram presos, acusados de participarem de um esquema de fraude em licitação que desviou pelo menos R$ 9 milhões de verba pública do município de Pacajus.

Desacreditado da Justiça, diante de tais situações, a População de Senador Pompeu, tenta entender qual a diferença entre os dois Prefeitos? 
Partidária? Porque o povo de Senador Pompeu, não pode receber o vice-prefeito com manifestação? Como fica o direito a Democracia? O Prefeito de Senador Pompeu, acusado de um suposto desvio de 3 milhões e o Prefeito de Pacajus 9 milhões? O Prefeito de Senador Pompeu preso a 6 meses e o de Pacajus a menos de 15 dias. Porque o Prefeito de Senador Pompeu continua preso e o de Pacajus não?


COMPROVAÇÃO DE APROVAÇÃO DE CONTAS


O que acaba sendo mais contraditório a prisão do Prefeito Antônio Teixeira, é que conforme relatório do próprio Tribunal de Contas as contas no qual o mesmo foi denunciado no ano de 2008 foram APROVADAS, conforme o relatório do Procurador do TCM - CE, Júlio César Rôla Saraiva:

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Prisão dos prefeitos e a atuação do Ministério Público

"A palavra-chave é investigação, que deve ser realizada com cautela e rigor"



Ninguém de sã consciência é contrário às ações jurídicas que o Ministério Público Estadual (MPE) vem implementando em face dos prefeitos das cidades cearenses. Trata-se de um trabalho louvável. Penso, entretanto, em uma melhor condução para cada caso. Embora os problemas administrativos que envolvem os prefeitos sejam bem parecidos à primeira vista, uma análise profunda evidenciará as diferenças entre eles.


A palavra-chave é investigação, que deve ser realizada com cautela e rigor. Diria até que, durante a investigação, alguns prefeitos colaborariam, enquanto alguns poucos mereceriam ser presos, caso estivessem coagindo testemunhas e escondendo documentos.

Ao fim do processo, obviamente o prefeito será condenado ou inocentado. No segundo caso, como fica sua imagem de homem público, construída ao longo de anos na difícil arte de fazer política? Quer dizer que, exatamente no ato da prisão, a honra, a dignidade, o trabalho, a popularidade e o respeito – antes atribuídos à figura do prefeito – vão por água abaixo?

Pondero sobre o fato de tal prisão ocorrer após a tramitação normal do processo, ou seja, após ouvidos o prefeito, suas testemunhas e as da acusação, assim como levada em conta a juntada dos documentos comprobatórios da ilicitude do ato. Penso assim porque essas prisões não devem ser banalizadas e vir a cair na lógica da culpa do julgamento antecipado.

Na maioria dos casos, basta afastar o prefeito de suas funções para se proceder com a investigação. Depois, há que se refletir cuidadosamente para não tornar essas prisões um combustível à espetacularização midiática que apenas irá acirrar os ânimos entre oposição e situação dos municípios do estado.

Também não se deve ter pressa em prender o prefeito. Deve-se ter pressa para que a investigação e o processo sejam rigorosos. A prisão, quando for o caso, virá como decorrência natural, tanto para o prefeito como para a população.

Talvez fosse interessante que o Ministério Público dos demais estados brasileiros formalizasse o procedimento de investigação e processo em relação às prefeituras. De resto, se é curta a pena principal por crimes desses tipos – cometidos pelos prefeitos –, determina o bom senso que a prisão provisória seja de 30 dias.

Saraiva Júnior
Auditor fiscal do Trabalho e membro do Conselho de Leitores do O POVO

Fonte: 
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2011/12/20/noticiaopiniaojornal,2360542/prisao-dos-prefeitos-e-a-atuacao-do-ministerio-publico.shtml

sábado, 17 de dezembro de 2011

DE MÃOS DADAS

José Maria Saraiva Nogueira Júnior, mais conhecido como Saraiva Júnior, é auditor fiscal do trabalho. Filho do agricultor José Maria Saraiva Nogueira e da professora Cristina Pessoa Saraiva (falecidos), é um dos mais antigos filiados do Partido dos Trabalhadores (PT) de Senador Pompeu.

Ele milita na política desde os anos setenta, quando participava do movimento estudantil e cursava História e Direito. Foi preso político em dois de maio de 1977 por fazer parte de um grupo de estudo sobre marxismo e distribuir o jornalzinho denominado “Contra a corrente”, cujo objetivo era promover o debate com líderes estudantis e operários para a formação de um partido político dos trabalhadores.

Como advogado, Saraiva Júnior foi o primeiro assessor jurídico do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Senador Pompeu e Milhã, cujo fundador era Albino Donatti, pároco da cidade. Nessa época, ele atuou também como advogado dos sindicatos dos trabalhadores rurais de Quixeramobim, Pedra Branca, Mombaça e Solonópole.

Ingressou na carreira de funcionário público federal como auditor fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, no Ceará. Carrega com bastante orgulho o fato de ter servido, ao longo da vida, aos menos assistidos e trabalhadores, quer seja como advogado ou funcionário público.

Paralelamente a essas atividades, Saraiva Júnior exerceu o ofício de escritor e publicou três livros: “Temporal e outros contos”, “Senador Pompeu em crônicas” e “Devotos, loucos e peregrinos”. Escreve crônicas para os principais jornais do estado. Esses textos se caracterizam por uma forte crítica ao cotidiano dos trabalhadores e demais desassistidos que se encontram cruelmente submetidos ao regime capitalista. Em breve, será lançada uma coletânea dessas crônicas intitulada “O olhar dos humilhados”.

Em defesa de seu amigo Antônio Teixeira, prefeito de Senador Pompeu, Saraiva Júnior publicou no jornal O Povo as crônicas “Lembrando Voltaire” e “Getúlio Vargas do sertão central”, nas quais chama atenção para o fato de Teixeira ter sido arrancado abruptamente do convívio da população que o elegeu pelo segundo mandato.

Enquanto cidadão e profundo conhecedor da realidade sócio-econômica de seu município, Saraiva Júnior diz não ter dúvida de que Teixeira – seu vice Luís Mendes de Carvalho e toda sua equipe -, realizou a melhor administração de todos os tempos em Senador Pompeu. Não obstante isso ser motivo de contentamento para a maioria da população, alguns poucos ficaram insatisfeitos. Eis a razão pela qual Antônio Teixeira e toda sua equipe vêm sofrendo perseguição.

A excelente gestão política adotada pela administração de Teixeira fez com que o município voltasse ao leito natural de seu desenvolvimento. Pôde-se perceber que a esperança por dias melhores tomou de conta de inúmeros moradores do município. Saraiva Júnior comunga com essa análise e acredita que, com Antônio Teixeira, Luís Mendes e a participação efetiva das comunidades à frente da administração da prefeitura, o destino de Senador Pompeu está em boas mãos.